segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

O que faz um policial deixar a carreira?

PORQUE SAIR DA POLICIA MILITAR?

O primeiro e grande motivo para que você policial saia da corporação Policial Militar é a legislação. Tanto a Constituição Federal (CF) como as demais Leis (Processo Penal, Penal, Militar, Processual Militar) colocam o Policial Militar em uma situação desconfortável; no Artigo 144 da CF, a Polícia Militar, é apresentada na pior posição e mais ingrata missão: Manter a Ordem Pública. Numa sociedade em que o governo se omite, manter a dita ordem pública, é quase que um passe de mágica!

Segundo, apesar de ser oficialmente instituído abaixo de todos os outros órgãos policiais, a PM, assim como as demais instituições de segurança pública, tem o ‘dever’ de autuar o agente de ato delituoso, ou seja, é a pior força policial em termos estatutários, porém é igual mediante os problemas, respondendo numa mesma parcela por não agir como deve.

Terceiro: a marginalização pela sociedade, imprensa, e governo; Podemos com propriedade elencar o governo como um dos principais marginalizadores da imagem do Policial Militar em si, a exemplo da Greve de 2000 da PMPE, onde os Policiais grevistas foram taxados como “MARGINAIS FARDADOS”, (fato este amplamente divulgado pela imprensa da época),e recentemente também  Ciro Gomes (outro link), taxando os policiais como covardes e marginais; A sociedade que por livre escolha, baseada em exemplos ruins, populariza a imagem do Policial corrupto, sujo, desleixado e ignóbil, que prefere seguir um trajeto quilométrico em pé no transporte público a sentar-se ao lado do policial militar, demonstrando verdadeira repulsa e incômodo daquele agente de segurança caracterizado; e por último deixamos a imprensa, que saliva à cada oportunidade de crucificar um policial ou batalhão por situações desfavoráveis.

O quarto motivo seria a desvalorização institucional. Diante de todos os outros órgãos de Segurança Pública, sejam eles federais ou estaduais, A Policia Militar possui o pior quadro de promoção, carreira, futuro, expectativa, motivação e remuneração; não levando em conta que o Policial Militar desenvolve Papel primordial na garantia dos direitos da pessoa humana, inclusive a de defesa dos direitos do detido, bem como a preservação de sua integridade diante de uma sociedade ensandecida por causa de seu ato delituoso, o Policial Militar por muitas vezes ver-se diante de delegacias inóspitas a sua presença, são hostilizados por organizações não governamentais, cobrados covardemente pelos órgãos, e, por fim, o Policial tem que suportar a filosofia de ser SUB-POLÍCIA, quando comparado ao “Policial Civil, onde em algumas declarações públicas "merecem" ganhar mais do que Policial Militar”. 

Negligências administrativas perseguem esse famigerado policial, prendendo-o ao engessamento profissional, que o faz ficar num cargo público por mais de quinze anos, atrasando subsequentemente as demais promoções que poderia estar gozando, caso não houvesse essa ingerência na corporação policial militar, diga-se de passagem que tal erro administrativo é mais responsabilidade do Governo do que da Corporação.

Poderíamos continuar  a citar motivos para que o policial Militar procure outro emprego, porém acreditamos que estes são os fatores mais incisivos na decisão do Militar estadual; não seria a marginalidade, pois esta nunca vai deixar de existir enquanto o ser humano perdurar, e além do mais o policial militar fora constituído para lidar em primeira estância com estas circunstâncias.  

A Lei, a desigualdade, a marginalização da imagem do homem policial militar, e a desvalorização profissional institucionalizada (governamental), são os principais motivos que devem fazer o Policial Militar pensar duas vezes antes de continuar nesta função vital na sociedade, e deveria ser uma desmotivação para qualquer cidadão que pensa em ingressar nas fileiras abertas pelo governos para novos bodes expiatórios.

Originalmente em:

http://gregoriojr.com/2012/03/15/porque-sair-da-policia-militar/

04/12/2013

sábado, 25 de novembro de 2017

Sou PRETO, POBRE, NORDESTINO e não trabalho na Rede Globo.


Sou PRETO, desde pequenininho. O preconceito tá na pessoa que "diz" sofrer a referida agressão; a global foi infeliz, porque a cor do filho dela é a cor do sustento de muitas ONGs, muitos PROJETOS, DEMAGOGOS, etc. O PRETO sempre foi discriminado, porém, aquele que se dá ao preconceito é quem sofre com ele.

Além de PRETO, sou NORDESTINO e POBRE; quantas campanhas politicas se baseavam na solução da segregação, seca e miséria? Quase todas elas. Quantas resolveram? Nenhuma! Pois sempre terá que existir o DISCRIMINADO, seja por XENOFOBIA ou CARTEIRA VAZIA, o certo é que dentro dos beneficiados (ONGs, PROJETOS, DEMAGOGOS e afins) não haverá discriminação na partilha! TODOS (PRETOS, BRANCOS, AMARELOS, VERMELHOS, SANGUES AZUIS, EMERGENTES) Comerão da Pizza produzida pela industria da Falsidade. Taís é Preta, seu Marido e filhos também... mas entre ela e um mendigo branco, garanto que a SOCIEDADE muda de calçada para andar próximo dela e se afastar do Pobretão Branco na calçada de Ipanema.

Seria melhor ter pago um dinheirinho há mais para alguém fazer um discurso pra ela ler neste evento, porque garanto que a DEMAGOGIA ESCRITA passaria desapercebido pela multidão demente que assistia apática a palestra.

Beijo do Preto.

KOBAN e o BRASIL


Ver reportagem completa no link: Click AQUI


Já fui peça de implantação de policiamento comunitário. Aqui não funciona, e acreditem: o povo é o menor culpado.

Interesses escusos deliberam contra o andamento da implantação de um policiamento comunitário. Me restrinjo a falar sobre os proprietários desses interesses adversos ao funcionamento do projeto, porém a resistência é monstruosa.

Posso dizer que, como profissional de segurança há quase 20 anos, posso afirmar que estão tentando construir uma casa pelo teto... quem me entende que conteste. Policiamento Comunitário não depende exclusivamente do agente público, mas da Comunidade... a comunidade a cada dia se distancia da palavra ORDEM E PROGRESSO, e demonstra sentir aversão a figura do policial (civil, militar, e outros).

O sucesso desse projeto dependeria de uma reaproximação do PÚBLICO ao AGENTE PÚBLICO, depois de uma REESTRUTURAÇÃO DAS GARANTIAS DE ATUAÇÃO DO AGENTE, garantindo-lhe AUTONOMIA como policial daquela comunidade.

Conheço pouco do policiamento comunitário japonês, sei que no JAPÃO FUNCIONA, mas no BRASIL, temo que tal implantação seja mais uma tentativa de resposta já fadada ao insucesso desde seu início.

ありがとう
Arigatō

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Ainda bem que não posso!

Ah! Se eu pudesse!
Mandaria meus algozes (são muitos!) para o "raio que os parta"! Mas graças a Deus que não posso! Fico aqui, maquinando um jeito de dar bastante raiva a "eles" com a única arma que o Pai Celeste me deu: FELICIDADE!

Ainda bem que não consigo!
Mandar todos pra bem longe, da mesma forma como tentaram (só tentaram!), e separar, todos que em culunho se reuniram pelo meu fim. Fico só imaginando, que por mais que tenham tentado, apenas uniram-me mais ainda aos meus VERDADEIROS amigos!

Queria sentir Muita Raiva!
Mas ao invés disso, sinto muita PENA...
O sentimento mais desprezível, é o que eles conseguem despertar desse meu coração: ao invés da tristeza que tentaram me impor.

Tenho desprezo pela fraqueza destes...
Homens (se é que podem ser definidos dessa maneira), pessoas que se vendem e vendem os outros por medo de sair de seu "LOST". Homens que mais parecem ratos: sujos, nojentos, e não confiáveis.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

A rosa e a dor

Passei e senti teu cheiro,

Atraído, arranquei-te do chão...

Naturalmente, teu espinho me furou

E tu Invadida por meu sangue, na ferida que abri em ti

E ficamos assim, pelo espinho sangrando, e você ferida de morte em minhas mãos...

Tentei sanar meu erro, num vaso de cristal te coloquei

Te cerquei com a água das minhas fontes

No centro do meu coração te botei

Meu esforço apenas te deu uma falsa vida, sem perceber que aos poucos se esvaía

Tuas pétalas murchavam, Teu caule frágil enrrugava, com a água que busquei pra te salvar

Aos poucos, caíram: pétalas, folha, beleza e sustento...

Com a mão ferida, marcada por teu espinho tentei ver e restaurar a beleza que invadiu meus olhos, o cheiro que dominou minha mente, a dor que feriu meu coração

Mas não estavas mais alí,  o que mais forte tinha eram lembranças,

Não havia imagens, tua beleza preservava com o olhar, guardava no coração

Mas fora do teu chão, ressecasse, ferida, murcharsse, mesmo imersa em minhas águas desfinhastes...

Mas ainda te busco, querendo mais de tudo que me atraiu, me encantou, me machucou...

Guardo tua dor impressa no ato do meu toque, e sinto meu sangue que te invadiu, fechado em tua cicatriz.

Sinto que isso é o mais perto que temos um do outro: DOR, a dor de perder por amar,  e por demais  se entregar.