sábado, 2 de abril de 2016

Covardes que Libertam



Muito breve percebemos que a vida tenta por todos os meios torna-nos covardes, perdedores… mas sorria! quem tem coragem de estar vivo, encontra forças para vencer as oposições;

Amar não é o mesmo que amarrar, não significa deter alguém, ou priva-lo de escolhas; é mais que uma conquista, é libertar o prisioneiro de uma gaiola, permitir que alcance vôos além dos limites do cárcere de um coração.

Descobrimos que amamos, quando somos capazes de libertar nossos afetos, quando preferimos a felicidade mesmo que seja sem nossa coadjuvação, por mais que o desejemos por perto, não nos satisfaz mais o possuir, não nos comprazemos na posse, antes na felicidade relativa de saber que o nosso amor vai bem, que o “nós” foi único e inesquecível por curtos momentos, e que nossa história foi “eterna enquanto durou”.

Covardes (heróis!) soltam pássaros! não por medo, mas por amor, pelo compromisso assumido diante do outro, para preservar o pouco que lhe resta de vida e de humanidade; a covardia que lhe é tatuada, assume forma de memória, mostrando-lhe o quanto teve a oportunidade de viver a coragem de seus sentimentos, porem, preferiu carregar tais marcas a ter uma vida livre da dor da saudade.

A solidão passa desapercebida aos que amam, pois estão ocupados demais amando! Sofre, mas suporta o sofrimento, fecha as possibilidades para novos amores, até o dia em que entende que sempre amou sozinho, e percebe o peso desse sentimento, que se torna inviável tê-lo como mochila, e que não escolhemos com quem dividir essa carga, simplesmente esperamos a sorte de sermos amados, e amarmos quem se dispôs nesta vida a viver conosco um breve romance ou uma longa história para a eternidade.

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