sexta-feira, 10 de junho de 2016

Maré das Consequências

Tenho medo das consequências, esta é minha única prisão. Não arrisco o que possuo, pois valorizo cada posse, sorrisos, gestos de confiança...

Há quem diga que isso é covardia, eu chamo de valorização. Só quem ganha uma medalha de ouro em um campeonato, sabe o quanto foi válido, cada suor, lagrimas, horas dedicadas fora do descanso sagrado...não há quem pague a união desses valores, das memórias construídas, das dificuldades superadas,e por fim, da consciência de poder mais, ir mais adiante, ter a certeza que depois daquele horizonte, tem outro! E mais outro e outros horizontes a serem vislumbrados! Isso é magnífico, inefável, é milagroso!

Por isso agarro cada letra que escreve em conjunto minha historia, sejam elas traduções de alegrias ou tristezas, vitórias ou derrotas... são minhas! Eu possuo direitos sobre elas, simplesmente sou elas! Analiso cada passo, cada pensamento, cada intensão, mesmo que mais tarde me arrependa de ter perdido dada oportunidade, garanto ao menos a paz de ter preservado o que amo, o que busco, o que sou. Apenas sabe disso quem participou comigo nas paginas do livro da minha vida, e amargou o sabor acre da vontade não atendida, e da oportunidade descartada, mas não podia ser diferente, pois não seria eu!

Sei que no dia que o rumo de minha história enveredar pelo caminho de meus desejos, essa deixará de existir, e não será mais que a escrita da praia, que deixou de ser por está perto de mais do avanço da Maré das consequências.

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