domingo, 26 de junho de 2016

Gigantes de verdade

Existem pessoas que nos fazem sentir pequenos, não porque nos humilham ou desdenham, mas nos fazem sentir assim pela grandeza que aflora de seu interior; Cada superação, cada pulsação de grandeza emanada da alma desses humanos formidáveis, nos mostra o grande abismo que existe entre o ser e o ter. 

Pessoas que ultrapassam obstáculos, sem que para isso haja uma exibição de força, apenas passam, ultrapassam, transcendem... são nesses momentos que somos minimizados, debulhados diante da humildade, do carinho, do auto-controle. Percebemos que a força não é tão forte quanto a delicadeza, que a arrogância não consegue superar a gentileza, e que o respeito é mais importante que a razão. 

São seres humanos maravilhosos, que nem a morte consegue sufocar a voz de seus exemplos doados. Não alcançamos seu prisma de vida, e quando assim conseguimos, já não os temos mais, pois, foram desperdiçados seus melhores momentos em nossa convivência por simples preconceitos, presunção e limitação intuitiva. Mesmo nessas horas, que percebemos nossa injustiça com esses iluminados do Pai, notamos que são mais forte que tudo isso que tentou sufocar suas notáveis passagens por nós, pois continuam brilhando, emanando, ensinando, comovendo, conquistando, e transmitindo, a micronésima parte da centelha que o Divino deu-lhes para  diatribuir entre nós alunos, crianças, indoutos, cegos. 

Esses são os gigantes que viveram e vivem conosco, que estão além da aparência, e do tangível, que são capazes de nos ensinar sem palavras doutrinas inteiras sobre o amor e a vida.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

O Gorila, a Onça Pintada e o Homem.

Que país é este? Todos os dias morre centenas de compatriotas, milhares passam fome, e outras centenas são furtados de seus direitos e retorno dos seus impostos... ninguém faz protesto.

Uma onça é criada em cativeiro pelo exército, que a resgata do avanço do desmatamento, e da morte iminente, cuida, alimenta... foi morta em circunstâncias nebulosas, por causa de uma festa de poucos... lamento.

Em ambos os casos, percebo a inversão. O homem não se sensibiliza pela Morte do próprio homem, mas há uma comoção popular pela morte do Felino, do Primata... lamento de fato! São verdadeiros inocentes que morreram devido a vaidade humana e o ridículo costume da imposição de superioridade de espécie.

Enquanto o Animal esta sendo furtado de sua natureza, enjaulados ou acorrentados, domesticados, servindo de espetáculo para o meu filho vê: A P L A U S O S.

MAS se o animal, mostra sua natureza, supera as correntes e grades e ameaça O SER HUMANO, que "não seja eu", ELE, o animal, precisa ser contido e enclausurado ou domesticado, ou acalmado, precisa ser DOMINADO para a continuação do espetáculo montado pra mim, contanto que o ANIMAL VIVA, em detrimento do peão que tem a "S I M P L E S" missão de fazer o BICHANO pintado, ou o MICO de toneladas, voltar a ser um quadro vivo  para minha diversão e selfies, mesmo que para isso MORRA uma criança de quatro anos, ou um militar que precise cumprir sua missão, NÃO SENDO MEUS FILHOS, TÁ DE BOA...
H I P O C R I S I A.

Lamento a morte dos Animais, mas lamento mais ainda seu enclausuramento para minha diversão, vaidade ou ostentação. Temos o costume de EMPALHAR animais vivos! pinta-los em quadros com grades, de alimenta-los nos zoológicos, parques... MATAMOS A SUA NATUREZA, cultivamos a sua desnaturalização, levamos nossos filhos para esses muros de fuzilamento público das espécies que tratamos como inferiores... MAS NÃO PODE MATAR! deixa o BICHINHO ALI! se ele não correr pra cima de mim, que morra o tratador ou policial, ou que sabe até o meu vizinho de arquibancada, mas, se executarem a espécie por mim admirada, mesmo que seja pra poupar a vida daquele SERUMANINHO que não seja eu... EU PROTESTO! pois mataram meu quadro, desmontaram o picadeiro, acabaram com o meu espetáculo, apenas para POUPAR A VIDA DE UMA HOMEM, que não era eu.

Bando de D E M A G O G O S.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Maré das Consequências

Tenho medo das consequências, esta é minha única prisão. Não arrisco o que possuo, pois valorizo cada posse, sorrisos, gestos de confiança...

Há quem diga que isso é covardia, eu chamo de valorização. Só quem ganha uma medalha de ouro em um campeonato, sabe o quanto foi válido, cada suor, lagrimas, horas dedicadas fora do descanso sagrado...não há quem pague a união desses valores, das memórias construídas, das dificuldades superadas,e por fim, da consciência de poder mais, ir mais adiante, ter a certeza que depois daquele horizonte, tem outro! E mais outro e outros horizontes a serem vislumbrados! Isso é magnífico, inefável, é milagroso!

Por isso agarro cada letra que escreve em conjunto minha historia, sejam elas traduções de alegrias ou tristezas, vitórias ou derrotas... são minhas! Eu possuo direitos sobre elas, simplesmente sou elas! Analiso cada passo, cada pensamento, cada intensão, mesmo que mais tarde me arrependa de ter perdido dada oportunidade, garanto ao menos a paz de ter preservado o que amo, o que busco, o que sou. Apenas sabe disso quem participou comigo nas paginas do livro da minha vida, e amargou o sabor acre da vontade não atendida, e da oportunidade descartada, mas não podia ser diferente, pois não seria eu!

Sei que no dia que o rumo de minha história enveredar pelo caminho de meus desejos, essa deixará de existir, e não será mais que a escrita da praia, que deixou de ser por está perto de mais do avanço da Maré das consequências.