sábado, 2 de abril de 2016

Quem dera...

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Sou letra... Quem dera fosse a pena que por teus dedos são acariciados, Quem dera fosse palavras que na tua boca se fartam, quem dera fosse pensamentos, pois estaria perto, sussurrando em teus ouvidos essas palavras distantes que nem escritas foram em papel.
Ah! Quisera ser teus pensamentos! perto da delícia que são os teus segredos, invadindo cada pedacinho de tua psique, navegando em tuas fantasias, nesse caldo fértil de tua imaginação, me banhando em tuas lagrimas retidas podendo passear entre tua alma e coração, poder falar: "oi!" ao amor novamente, e com ele mergulhar de cabeça no teu Jardim da Paixão.
Como eu queria ser uma carta a ti endereçada, ficar frente a frente com teu rosto, amparado na brandura das tuas mãos, ver teus lábios balbuciando baixinho esses versos que sou eu, poder sentir teu fôlego, o halito que sai da tua boca, refrescando minha saudade, revivendo minha paixão.
Mas sou menos que uma carta, sou apenas saudade, não passo de uma  recordação, de uma loucura de verão. Quem agora significa? Quem tem sido substancial, quem tem sido verdade, quem tem sido mais que essa minha triste paixão?

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