sábado, 18 de fevereiro de 2012

Escrever e Amar



O que me faz escrever?
Alegria,
dor,
solidão,
esperança…

O que faz alguém lê meus escritos?
Identidade,
interesse,
curiosidade,
desafio…

O que me faz ser compreendido?
Irmandade,
reciprocidade,
sentimentos,
verdade…

O que faço para chegar na tua alma?
Conexão,
Intimidade,
Cumplicidade,
sinceridade…

O que falo nos meus versos?
O velho desejo,
o segredo proibido
a verdade silenciada
meu amor escondido…

O que cerra minha pena?
A sanidade estampada,
Não ver a dor do inocente,
É ver a pureza da tua alma,
e o perturbar da tua mente…

Desse descontínuo
deixo minhas intenções soltas no ar
acreditando no caminho do vento
que teu cabelo vai embaraçar.

Falar sem palavras
sentir sem tocar
amar como o amor:
sozinho, sem ter um par.

Acredito no amor,
que perdoa os pecados
que recupera o perdido
e fortalece o cansado.

Amor que envolve os errantes
Amor que revela o amar
Amor que recompensa a alma
Amor que ensina a perdoar.

Assim silencio meus versos
neste instante do pensar
Tentando falar sem mais palavras
que é isso que entendo por amar.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Canto - Recife


Estou distante d tudo quanto é perto
E perto d tudo quanto é longe,
Gosto das tuas esquinas sombrias,
E das tuas gramas sujas
Nos parques abandonados;
Gosto dos teus bancos
Que servem d cama
Para tuas crianças,
Das tuas pontes
Que atravessam
Tuas ilhas de concreto, cortadas pelo rio e pelo mar.
Encanto-me com teus prédios,
Com teus casarões,
Com tuas praças e parques,
Ilhas e pontes,
Lamas e mangues,
Que teus poetas cantavam.
Não só por isso sou teu,
Mas tu és minha por isso,
E este meu canto
Estou a te devotar.